Namíbia: uma África diferente?

19.11.2017

Namíbia não estava nos meus planos quando tomei a decisão de viajar em 2016, mas felizmente decidi incluir no roteiro depois de receber dicas de amigos e ficar fascinada pelas paisagens tão incríveis que encontrei nas minhas pesquisas. Alguns fatos interessantes que aumentaram, ainda mais, meu interesse por este país africano tão único, foram: ele tem o deserto mais antigo do mundo (80 milhões de anos), tem o segundo maior canyon do mundo (o primeiro é o Grand Canyon nos Estados Unidos) e, também, tem as maiores dunas de areia do mundo. Quem não ficaria curioso, certo? Eu fiquei e queria conhecer estes lugares maravilhosos!
Cheguei em Windhoek no dia 29 de março de 2017, sem muito planejamento, mas com a única certeza de que iria conhecer o deserto, o canyon e as dunas de areia vermelha!
Windhoek é a capital, uma cidade limpa, organizada, asfaltada, cheia de carros novos e modernos transitando pelas ruas, toda sinalizada, rodeada por uma paisagem muito bonita de montanhas,  com uma população mais misturada e onde você já não se sente mais tanto como um Muzungo (famoso apelido dos turistas no Quênia). Tudo bem diferente do Quênia e da Tanzânia, o que me chamou a atenção no primeiro momento e me fez refletir e pensar no caminho do aeroporto para a guesthouse, "estou mesmo na África?" :).
Claro que não posso generalizar, mas preciso confessar que as primeiras horas na capital geraram várias perguntas na minha mente, como por exemplo: 
⦁ Onde estão as roupas coloridas africanas?
⦁ E as crianças lindas sorridentes nas ruas?
⦁ E as mães com os filhos nas costas?
⦁ E os matatus com suas músicas ensurdecedoras?
⦁ E o barulho da vida africana e as pessoas nas ruas?
⦁ E as vacas e cabritos por todo lado?

Onde estava aquela vibe eletrizante africana que me contagiou? Não vi e não senti esta energia na capital (e até mesmo durante o tour) e confesso que achei estranho, senti falta da vibe que vivenciei nos outros países africanos que visitei e do contato com o povo mais local. Mas claro, isto é uma percepção pessoal e da minha viagem :). De qualquer forma, percebi que ia precisar ver a Namíbia com outros olhos e não com as percepções que tinha de outros lugares. Depois, também, entendi que o país era parte da África do Sul e faz muito pouco tempo que teve sua independência (1990), então herdou muita coisa dos sul africanos, tem um mix maior de pessoas, culturas e, por isto, se mostra um país bem mais desenvolvido. Lá eles falam "africans" e inglês, são as duas línguas oficiais.
Bom, quando cheguei em Windhoek, fiquei um dia inteiro a espera da minha mochila que se perdeu numa das 3 conexões que fiz para chegar até lá, inclusive sendo um dos momentos mais tensos da minha viagem hehe. Graças a Deus, ela chegou, após mais de 24 horas de espera e pude planejar meus próximos passos com tranquilidade. Somente quando cheguei na cidade, fiquei sabendo que existia apenas uma agência (a Wilddog Safari) que fazia os tours, e que todo mundo que, também, oferecia, na realidade, estava oferecendo e vendendo o deles. Então fica a minha dica para os que forem fazer o tour: se planejem com antecedência se forem para Namíbia porque não tem tour toda hora e eles iniciam sempre em dias específicos da semana. Outra opção é alugar um carro e fazer tudo por conta, o que eu teria feito certamente se tivesse companhia! :)) Vi muitas famílias e amigos pela estrada e nos campings, então acredito, pela minha experiência, que seja a melhor alternativa para quem não estiver solo como eu. (Ps. Durante a minha viagem, conheci uma viajante que se hospedou no Chamaleon Backpackers Hostel, e lá parece que eles têm a opção de juntar um grupo de viajantes que queiram se aventurar e dividir todas as despesas com carro. Achei muito legal!! Eu até tentei ficar neste hostel, mas ele estava lotado na época que estive por lá. Fica a dica!)
Após analisar as opções, decidi fazer o tour de 7 dias pelo sul do país. Ele passaria pelos lugares que queria conhecer e tinha a vantagem de ter todas as refeições incluídas + acomodação em campings. No dia seguinte, eles me pegaram cedo e descobri que nosso grupo seria apenas de mulheres! 2 viajantes solo da Alemanha, 1 viajante solo de Londres, uma mãe e uma filha dos Estados Unidos e ...euzinha do Brazil! Nosso motorista se chamava Gabriel e o assistente era o Manphred. Logo pegamos a estrada e vou contar aqui um pouco do que rolou em cada dia do tour.

 

Dia 1: Percorremos 270 km até a nossa primeira parada, a reserva Kalahari Namíbia onde fica o Bagatelle Kalahari Ranch Camping. (Ps. No caminho paramos para fotos no Trópico de Capricórnio, algo que eu nem lembrava que existia, mas curti o sentimento de lembrar da época do colégio kkk). O camping era top demais, com uma estrutura ótima, com restaurante e uma piscina com uma vista sensacional, que elevou nosso o nível de felicidade ao máximo depois de tantas horas de estrada num calor extremo! Aproveitamos o momento na piscina, enquanto nosso driver e o assistente foram preparar nosso camping. Logo partimos para um game drive de mais de duas horas pela reserva, um visual lindo num local super bem preservado, aonde vimos búfalos, girafas, ninhos de passarinho gigantes (que acomodam de 300 a 400 passarinhos..) e outros animais. O plano era ver o sunset nas dunas de areia vermelha, mas nunca imaginaríamos a surpresa que nos esperava. O sol já estava baixando quando nos dirigimos para as dunas e, na chegada, achei que estávamos naqueles oásis no meio do deserto hehe. O pessoal do camping tinha preparado uma mesa com aperitivos e muitos drinkssss! Top demais! Nem preciso dizer que amei né? Quem não amaria! O local, o pôr do sol, o céu trocando de cor, as dunas, a lua, as novas amigas, o motorista do game drive, a menina que servia os drinks...tudo acompanhado de uma taça de vinho branco foi simplesmente inesquecível. Nosso dia terminou com uma janta feita pelos nossos queridos driver e assistente, no camping, ao redor da fogueira, curtindo um céu extremamente estrelado e esperando pelo que prometia o segundo dia. O primeiro dia, apesar das várias horas no carro,  foi incrível!

 

Dia 2: Acordamos bem cedo, desmontamos as barracas e tomamos o café maravilhoso, feito na hora pelo Gabriel e o Manphred, na companhia do nascer do sol. Lindo! Detalhe engraçado é que me apaixonei pela chaleira amarela esmaltada que eles usavam, muito show e muito vibe camping. Queria uma na minha casa! heheh Partimos em direção ao camping Canyon Roadhouse Campsite, onde dormiríamos, para no dia seguinte, visitar o canyon. No caminho paramos para visitar o Mesosaurus Fossils Site onde é possível ver fósseis e as "quever trees". O calor começando a ficar num nível "insano", mas seguimos firmes no nosso 4x4 sem ar condicionado :). Algo que me chamou a atenção neste trajeto foram as paisagens mais desérticas de um lado e de outro plantações de uva. Interessante de imaginar como que as uvas crescem e sobrevivem num ambiente tão árido e quente como o que estávamos. Final da tarde chegamos no camping e a primeira impressão foi que eu estava, literalmente, num daqueles filmes de faroeste! A entrada do camping era cheia de carros quebrados, enferrujados e num estilo abandonados na areia do deserto. Curti demais! Estrutura dos campings na Namíbia me surpreendendo positivamente. Fomos direto para o nosso local no camping e, desta vez, tivemos que montar nossas próprias barracas. Não sei se algum dia na minha vida montei uma barraca, então, foi uma experiência nova. Apesar de simples e pequenas, eu não fazia nem idéia por onde começar. Obrigada ao Gabriel que me ajudou! Camping pronto, peguei uma cerveja e fui curtir a piscina que tinha, sem dúvida, uma vista privilegiada. Logo uma das meninas se juntou a mim e ficamos, ali, curtindo aquele momento de paz no meio do deserto. Após a janta, nosso motorista nos explicou sobre as estrelas e também nos mostrou Vênus! O céu é tão estrelado e aberto na África que é possível ver planetas e a Via Láctea! Não acreditei! Infelizmente eu não tinha recursos e conhecimentos fotográficos para capturar o momento em fotos, mas ele certamente ficou na minha memória. Segundo dia foi cansativo, maior parte no carro, mas a vibe do camping compensou demais. Fui dormir feliz e super na expectativa dos momentos do terceiro dia! Louca para ver os canyons!

 

Dia 3: O movimento do dia começou cedinho e ainda estava escuro. Desfiz minha barraca rápido e fui curtir o nascer do sol que já dava seus sinais nas montanhas. Sai pelo camping tirando fotos e foi bom demais! Queria ter ficado mais tempo neste camping! Partimos para o Fish River Canyon! Quando chegamos e nos aproximamos do vale foi um "Uauuuuuuu" sem explicação! Lugar maravilhoso! Segundo maior canyon do mundo com uma paisagem infinita de 160km de extensão, vista magnífica e literalmente de tirar o fôlego! Caminhamos, tiramos muitas fotos e curtimos no topo do canyon por mais de uma hora. Todo o grupo já conhecia o Grand Canyon dos Estados Unidos e eu era a única que não tinha visitado. Perguntei para o grupo qual elas tinham achado mais bonito e a resposta foi que ambos eram incríveis, mas o da Namíbia era possível ver mais da paisagem apenas caminhando na parte de cima do canyon. Já nos Estados Unidos você só consegue ver um pouco mais (além dos view points) se for de helicóptero e tours pré-programados de hikking ou rafting (me disseram que a lista de espera deste é de anos!). Terminamos nossa visita pelo canyon e começamos nossa jornada para a costa do país, rumo à cidade de Luderitz. Para nossa surpresa, nosso trailer teve um problema e tivemos que voltar alguns quilômetros para deixar na oficina. Foi ruim porque perdemos algumas horas e tínhamos uma longa estrada, mas positivo ao mesmo tempo, porque senti que este momento fez o grupo se unir e socializar um pouco mais. Compramos almoço e comemos sentadas no estacionamento de shopping. Adorei! :) O trailer ficou pronto mais rápido do que imaginávamos e logo seguimos viagem. No caminho, apreciamos pela janela do carro a "área de mineração de diamantes", uma zona proibida para visitantes, que, em 2008, foi convertida em parque nacional. Este parque ainda é muito pouco desenvolvido e apenas uma pequena parte com cidades mineiras abandonadas é acessível aos turistas (que só podem visitar os locais se tiver a devida autorização do Ministério do Ambiente e Turismo e estiverem acompanhados dos guias certificados). Isto tudo por proteção ao patrimônio e, porque, boa parte do parque ainda é muito primitiva e  possui uma quantidade enorme de diamantes espalhados pela área. Viagem seguiu e pela primeira vez na minha vida pude ver "cavalos selvagens". Os cavalos da Namíbia, pelo que entendi, são o único rebanho deste tipo/raça na África. Li na internet que mesmo depois de muitos estudos, ainda não é claro como que eles sobreviveram e se adaptaram as condições extremas do deserto. Muito, muito interessante!! A paisagem desértica neste trecho já começou a ficar surreal aos meus olhos. Chegamos a Luderitz, uma pequena cidade portuária, com estilo colonial, tradicional alemão (da época que foi fundada)  e principalmente, próxima da cidade fantasma "Kolmanskop" que visitaríamos no dia seguinte. Meu dia terminou assistindo, da varanda do hotel, o céu mudando de cor e o sol se pondo no mar. Magnífico!

 

Dia 4: Tomamos o café da manhã no nosso hotel que se chamava Luderitz Nest (muito legal por sinal!) e partimos para uma caminhada para explorar o local. A cidade tem uma vibe bem peculiar, calma, poucas pessoas, muitas casas fechadas e prédios com nomes alemães. A melhor definição que achamos foi que ela parecia um set de filme e nenhuma cena estava sendo gravada hehehe. No retorno da nossa caminhada, tivemos a grata surpresa de ver golfinhos no mar. Foi lindo! :) Partimos para Kolmanskop, uma cidade fantasma surreal que foi criada em 1908 durante o "boom" da mineração de diamantes nesta área. O processo de declínio iniciou após a primeira guerra mundial, quando a mineração foi interrompida. Alguns anos depois o lugar foi completamente abandonado quando as pedrinhas valiosas começaram a ficar escassas por ali, e outra área bem mais rica e próspera, em brilhantes, foi descoberta no sul. Isto fez com que os moradores simplesmente migrassem para o novo local, e deixassem suas casas na corrida pelos diamantes. Fizemos o tour guiado onde foi possível ver um pouco da história e do que restou do vilarejo, e que hoje esta, praticamente, tomado pela areia do deserto. Depois de conhecer uma cidade fantasma, também, pela primeira vez na vida, fomos até o "Diaz Point", onde pudemos ter uma vista super interessante da costa oeste da Namíbia, com rochas, ondas fortes e vários leões marinhos. Viajei por 3 países na África, mas, neste dia, o sentimento foi forte e diferente, porque eu, literalmente, tinha cruzado o continente de leste a oeste. Estava feliz! :) Retornamos e almoçamos no Garden Café (boa dica!), um lugar muito especial com um jardim aberto e vista para o pier de Luderitz. Partimos para o camping Desert Horse Campsite, e na estrada a visão continuava mais e mais desértica e quentee! Neste trajeto, paramos num lugar específico para ver, novamente, os "wild horses" (cavalos selvagens). Continuava impressionada e curiosa com o fato de eles sobreviverem num local tão árido. Nosso dia terminou com a chegada no camping, e logo partindo para um treeking para assistir o sunset. Nos equipamos com lanternas e partimos para uma caminhada, de mais ou menos 30 minutos, até o outro lado das montanhas. O esforço foi super recompensado! Bonito demais o sol se pondo como uma bola de fogo no meio do deserto. Momento sensacional e, melhor ainda, porque estava na companhia de toda a mulherada do tour!

 

Dia 5: O dia começou, novamente, cedinho e com um nascer do sol lindo demais nas montanhas que rodeavam o camping. Tomamos café e partimos em direção a Sossusvile. Este dia foi praticamente na estrada e o calor aumentando demais. Foram muitos picolés, schweppes de limão e powerade bem gelados para segurar a onda da temperatura durante a viagem ! hehehe Era simplesmente muito calor e como falei, anteriormente, nosso 4x4 não tinha AC. ;)
Chegamos no camping Sesriem Campsite e, novamente, me surpreendi com a estrutura excelente do lugar. Organizamos as barracas e tivemos nosso tempo livre para aproveitar a piscina. Praticamente um presente depois da viagem cansativa de 350 km e extremamente quente para chegar lá! Final do meu dia foi curtindo o sunset no bar, tomando minha cerveja e escrevendo minhas notas! :) Amo muito tudo isto!
Fui dormir na expectativa do próximo dia, porque era o dia de, finalmente, ver as dunas fantásticas do deserto da Namíbia e, principalmente, a famosa Duna 45.
Sossusvile é um dos vales do deserto da Namíbia e faz parte do "Namib Naukluft Park". O deserto é considerado o mais antigo do mundo e como falei no inicio do meu post, foi o cenário que me fez incluir o país no meu roteiro.

 

Dia 6: Despertador tocou as 4h e partimos às 4:30 para assistir o nascer do sol e tomar café da manhã na Duna 45. Assim como nós, vimos váriosss outros 4x4 indo para a mesma direção. Já sabíamos que seria disputado, já que a duna é uma das maiores atrações da Namíbia e, segundo informações, a mais fotografada do mundo. Chegando lá, caminhamos até o topo e nos posicionamos para assistir o sol aparecer atrás das dunas. Não sei nem explicar o sentimento de estar naquele lugar maravilhoso e, ainda, com toda aquela energia do sol. Foi sensacional! Emoção pura pra mim e, certamente, para todos os viajantes que estavam ali sentados compartilhando aquele momento. Esta duna tem, nada mais nada menos, do que 170 metros de altura e tem este nome porque fica há exatamente 45 km da entrada do parque. Ela é muitoooo alta e a vista é de deixar qualquer pessoa fascinada.
Depois de muitas fotos, mais um momento especial, o café da manhã de frente para duna. Parecia coisa de outro mundo, nunca imaginei ter oportunidade de curtir uma vibe como aquela. Foi espetacular, magnífico, fenomenal...! Poderia usar todos os adjetivos possíveis aqui...! O sentimento era tipo, "obrigada universo por ter feito eu incluir este país no meu roteiro!"
Dali partimos para o Deadvley. Eu achei que a paisagem das dunas era surreal, mas porque eu ainda não tinha chegado neste lugar hehe....A imagem que se vê de cima das dunas com as árvores secas num solo branco (composto de sal e argila branca) parece de outro planeta. O nome Deadvlei significa “pântano morto” e é relacionado à época em que a área era super fértil, banhada pelo Rio Tsauchab. Uma mudança de clima secou completamente esta área, que deu lugar as dunas, que bloqueando a passagem do rio fizeram com que as árvores petrificassem. Diz a lenda que estas árvores tem mais de 900 anos! É ano pra caramba! Não sei qual palavra usar para dizer que algo é mais que surreal, mas é esta palavra que eu gostaria de usar para definir este local. É algo muito incomum e valeu cada gota de suor para chegar lá. Apenas para complementar, nos arredores do Deadvley existem as maiores dunas do deserto (e até mesmo maiores do mundo!), incluindo a famosíssima "Big Dady". Ela tem mais de 300 metros de altura, mas acabei não encarando o desafio da subida!
Importante: O calor no deserto é forte demais e é preciso tomar cuidado! Tem que chegar cedo para o passeio porque às 9 da manhã já é impossível ficar no sol. É fácil se desidratar e vi até mesmo, pessoas passando mal por causa do calor. Voltamos para o camping onde tivemos o dia livre e no final da tarde assistimos o sunset de um canyon.

 

Dia 7: Dia do retorno para o nosso ponto de partida, a capital Windhoek. No caminho, fizemos a parada num lugar chamado "Solitaire", que dizem ser um pitstop clássico e é famoso pelas deliciosas tortas de maçã. Todo trajeto de quase 350km foi lindo, com uma paisagem de montanhas e canyons impressionantes. Passamos praticamente o dia no carro, mas, sem dúvidas, com aquele sentimento bom no coração por ter conhecido lugares tão sensacionais e diferentes. Voltei de alma lavada e feliz, principalmente, por ter conseguido realizar meu desejo de conhecer o deserto da Namíbia! :-)

 

E assim terminou minha passagem curta, mas sensacional, por este país com paisagens tão únicas. Eu curti muito o tour e super indico para todos que planejam conhecer esta região da África. O custo do passeio, com certeza, não é barato e é uma opção que depende do orçamento de viagem de cada um. O tour, também, demanda bastante tempo dentro do 4x4, então, é preciso estar de mente aberta, entender que demora para chegar nos lugares planejados e aproveitar a vibe "o que mais importa é o caminho e não o destino". :) Durante os trajetos tivemos muitas paradas para comprar os mantimentos para café, almoço e janta, então acabava que sempre tínhamos opção para esticar as pernas, dar aquela respirada fora do carro e renovar o ânimo para seguir em frente. Todas as refeições eram feitas na hora, com alimentos frescos e isto foi demais! Sempre parávamos em lugares de picnic, estacionávamos o trailer e todo mundo ajudava. Rolava um teamwork muito legal entre as viajantes e os guias! Ah, e o 4x4 não tinha ar condicionado, mas tinha um frigobar top, então ainda podíamos ter nossas bebidinhas a qualquer hora. Super luxo! Além da vibe legal entre a galera, fiquei impressionada, positivamente, com a estrutura de todos os campings que passamos, com banheiros limpos, restaurante, energia solar e água quente. Foi tudo muito top!

Mas, voltando ao meu título e o porquê escrevi "Namíbia - uma África Diferente?". A África é um continente que te toca profundamente e, as experiências significativas que vivi, no Quênia e na Tanzânia, fizeram ele se tornar o meu continente preferido (praticamente empatado com a Ásia). Fazer trabalho voluntário e morar numa comunidade em Nairóbi, ter a oportunidade de ficar muitos dias em Zanzibar e Arusha, fazer um safari, ter  bastante contato com locais e conhecer pessoas inspiradoras, fizeram meu coração bater mais forte pelo Quênia e pela Tanzânia, apesar da emoção gigante a cada lugar fascinante da Namíbia. Difícil expressar o sentimento com palavras, mas a Namíbia encheu meus olhos com as paisagens mais inacreditáveis e surreais que vi durante minha trip, o tour foi incrível, mas os outros países me pegaram pelo coração de uma forma mais especial. Certamente preciso voltar, porque tenho certeza que minha experiência "express" de poucos dias impactou na experiência final de viagem! :)

Sempre procuro por citações de viagem para me inspirar nos posts e acho que esta de Marcel Proust (escritor francês) traduz o meu sentimento em relação a Namibia no momento: "A verdadeira viagem de descoberta não consiste em ver novas paisagens, mas sim ver com novos olhos".

Namíbia, voltarei para te conhecer melhor e aumentar meu amor pela África! ;-)

 

Obrigada ÁFRICA!

 

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SOBRE A AUTORA

Olá, meu nome é Grazi Inácio, sou empreendedora, gestora de projetos encantada por projetos sociais, viajante, palestrante, quase escritora :), uma apaixonada por viagens, pelo mundo e pelo poder positivo das conexões entre pessoas. Tenho 41 anos, trabalhei por quase 14 anos em uma multinacional coordenando projetos globais na área de tecnologia e trabalhando com pessoas distribuídas por vários países....

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