De moto pela Ilha de Lombok

20.09.2017

São tantas coisas para contar desta aventura de moto pela Ilha de Lombok, na Indonésia, que não sei nem por onde começar! Mas vamos começar pelo começo.
Lembram que comentei, no post de Nusa, o momento que decidi encarar esta aventura com a minha amiga holandesa e, também, que o fato de ter dirigido em Lembongan me ajudou na decisão de pegar uma moto só pra mim? Pois é, a aventura já começou na minha imaginação, bem antes de chegarmos em Lombok e eu estava super animada e confiante que minha primeira trip de moto ia ser sensacional (E foi!). O nosso plano era ambicioso, muitos km por dia e, para quem nunca tinha dirigido, parecia bem desafiador. Nosso roteiro era dirigir do pier Bangsal (que é o mais conhecido e o mesmo de onde saem barcos para as Ilhas Gili) até o norte de Lombok (nos arredores do Vulcão Rinjani), depois iríamos do norte até o sul em Kuta e de Kuta até o pier novamente. Praticamente, rodar quase que a ilha toda em 5 dias! hehe Bastante coisa, mas já adianto, é possível! :) Falando um pouco da Ilha de Lombok, ela fica a, mais ou menos, duas horas de barco de Bali e, ao contrário da vizinha Hindu, a população é praticamente 99% muçulmana. Ela é bem conhecida entre os viajantes que curtem trekking, pois é a casa do Vulcão Rinjani, assim como os que gostam de natureza e os surfistas que procuram praias lindas com ótimas ondas. Nós estávamos no grupo dos que buscam natureza e não, não fomos para fazer o trekking do vulcão! :) Apenas para curiosidade, o Vulcão Rinjani é o segundo maior vulcão da Indonésia, com 3700 metros de altitude. O primeiro é o Vulcão Tambora com 2850 metros localizado na Ilha de Sumbawa. Sobre a religião, apesar da maioria das ilhas na Indonésia serem muçulmanas e Bali ser Hindu, em Lombok você vai encontrar todas as religiões vivendo de forma harmoniosa. É possível encontrar igrejas, templos hindus, templos budistas, mesquitas em todos os lugares e é muito legal ver este mix e cada um respeitando seu espaço e crenças.
Partimos de Nusa Lembongan para Lombok e, quando chegamos no Bangsal pier, fomos direto alugar as motos. Depois de algumas negociações (sempre necessário!), conseguimos baixar o valor da diária (que era o dobro de Bali!) e nos preparamos para partir rumo ao norte. Colocamos as mochilas nas motos, configuramos a rota nos celulares e aceleramos dando início a nossa aventura! Eu, pouco feliz hehe, com minha scoopy novinha verde e branca, e ainda por cima, cheia de hashtags! hehehe

 

A estrada que percorremos até o norte da ilha era, em sua maior parte, pela costa, tudo muito verde, cheio de palmeiras e, inacreditavelmente, "nada turística". Em alguns momentos me fez lembrar a Região Nordeste do Brasil, e foi muito bom lembrar de casa! Foi uma sensação maravilhosa dirigir naquele cenário, sentindo a brisa do mar, o cheiro de natureza e observando mais uma vez a vida simples e as muitas vaquinhas lindas com seus sinos pendurados no pescoço. Neste dia, dirigimos em torno de 80 km, até uma pousada que nos indicaram de frente para o Vulcão Rinjani, no Vilarejo Sembalun. Apenas para contextualizar, este vilarejo é um dos dois pontos de partida para o famoso trekking do Vulcão Rinjani (a outra opção é vilarejo Senaru). Na estrada, éramos as únicas viajantes (de verdade e sem exagero!) e, muitas vezes, nos sentimos uma mega atração, todos nos observavam, aquelas duas mulheres apaixonadas por viagem, com suas mochilas e acelerando pela estrada. Quando chegamos à pousada já era final da tarde, estava muito frio (a temperatura por lá é bem diferente em função da altitude), estávamos literalmente congelando e para nossa infeliz (ou feliz!) surpresa a pousada estava lotada. Não fizemos reserva porque não tinha opção online e também não ligamos (falha nossa!). De qualquer forma, tivemos o privilégio de estar  ali,  bem na frente do gigante RINJANI! Magnífico! Lindíssimo! Não tinha o que reclamar.

 

Resumindo, saímos acompanhadas daquela vista incrível do vulcão e no frio a procura de um lugar para dormir, num vilarejo que é bem pouco movimentado. No meio de tudo isto, me sentindo um pouco desconfortável, porque estava vestida de shorts curto num local 100% muçulmano, onde as mulheres cobrem todo o corpo. Lição que não esqueci para os próximos dias, porque, independente da nossa origem, é sempre importante respeitar a cultura do local. Bom, mas logo avistamos a pousada chamada "Rinjani Family Homestay" e decidimos verificar se tinham disponibilidade. Chegamos cansadas e fomos recebidas da forma mais doce e gentil possível pelo dono da pousada. Ele sentiu que estávamos um pouco ansiosas e nos falou, "não se preocupem, eu tenho disponibilidade, vocês podem ficar aqui, minha esposa vai cozinhar pra vocês. Se acomodem primeiro no quarto e depois conversamos!". Nosso coração simplesmente se acalmou! E quando vimos o quarto, nem acreditamos! Era uma casinha pequena, duas camas enormes com lençóis branquinhos e chuveiro quente. Nos acomodamos e logo a janta estava pronta, conversamos com o dono e pedimos algumas dicas para o próximo dia. O plano era ir ver os campos coloridos, em Bukit Selong, e conhecer as cachoeiras Sendang Gile e Tiu Kelep. Dormimos tranquilas e, definitivamente, foi uma surpresa feliz a outra pousada estar lotada. Muito bom estar ali e ser recebida por uma família querida e super do bem. Cada vez mais, tenho certeza que nada acontece por acaso.

 

No outro dia, quando acordamos,  meus olhos não acreditaram no cenário ao redor da pousada. Tínhamos uma vista impressionante do vulcão e de outras montanhas tão lindas quanto. O dia começou com uma energia incrível! Tomamos café e partimos para Bukit Selong. Para chegar lá passamos no meio de um vilarejo local e mais uma vez nos sentimos tipo ETs (no bom sentido! :)), todo mundo nos olhada com muita curiosidade e não tinha, de verdade, nenhum outro turista. Eu, de qualquer forma, sai distribuindo "his e hellos", como sempre, e fui super bem retribuída com muitos sorrisos sinceros. Minha impressão, e claro, é minha opinião pessoal, é que a maioria das pessoas vai até lá apenas para fazer o trekking do vulcão, e acaba não explorando e se interessando pela vida que se passa ali ao redor. O que pra mim é o mais interessante! Bom, junto ao cenário da vida local, as muitas mesquitas com montanhas como pano de fundo são um visual a parte. A vontade era parar toda hora para tirar fotos. Chegamos em Bukit Belong e a vista dos campos era espetacular, cheio de cores e montanhas. Uma paisagem impressionante da natureza misturada a simplicidade dos trabalhadores num dia normal de trabalho.

 

De lá, partimos para as cachoeiras e a viagem foi longa. Tivemos que voltar vários quilômetros, pois não nos demos conta que elas se localizavam no mesmo caminho que percorremos até o Rinjani. Chegamos ao vilarejo de Senaru e, de cara, reparamos que era mais turístico, com restaurantes, cafés e muitas opções de acomodação. Ficamos a procura das cachoeiras quando fomos paradas por um local que nos disse que precisávamos de um guia, que era uma caminhada longa, etc....então antes de continuar a história, "não, não precisa de um guia!", mas nós caímos nesta. De qualquer forma fechamos com ele e seguimos para o tour que incluía as duas cachoeiras. A primeira era a Sendang Gile, com uma queda de 30 metros super linda, no meio de um visual "floresta" sensacional! Só não curti a quantidade de lixo ao redor e isto, na realidade, tirou um pouco do encanto do lugar. Fui a muitos lugares na Indonésia e observei o mesmo problema, lugares paradisíacos  acompanhados de lixo e, de certa forma, é muito triste ver a falta de consciência ambiental dos locais e turistas. Seguimos para a segunda cachoeira e, para chegar lá, tivemos que passar por mata fechada e por dentro d’água em alguns momentos. O esforço valeu a pena, quando chegamos nos deparamos com uma queda de 45 metros que impressionou! Era muito poderosa e a natureza, mais uma vez, nos abençoou com aquele cenário. Estávamos longe e parecia que estava chovendo de tão forte que era o volume de água. Tudo maravilhoso, mas com um ponto que considero um pouco negativo, estava lotado de turistas. Então, para quem tiver planos de visitar as cachoeiras, já vão com a mente preparada para o caso de encontrarem uma "multidão" de turistas hehe.

 

No retorno, perguntei para o guia se tinha algum lugar legal para tomar café e ele, gentilmente, nos ofereceu um café "grátis" no restaurante da família. Certamente, um dos pontos altos do dia. Ficamos ali, conversando com os dois locais, tomando café e sabendo mais sobre a vida deles. Já comentei em outros posts e sempre gosto de repetir que o contato e diálogo com os locais são os momentos que mais te enriquecem durante as viagens. Eu curto demais estes  momentos! Antes de voltarmos para a guesthouse, ainda demos uma volta num vilarejo de casas típicas onde observamos um pouco mais a vida local.  Olhando para nós mesmas, acabamos nos perguntando: "e se a gente sugerisse uma troca de vida por uns dias, será que eles aceitariam? será que seriam felizes como são aqui? e será que a gente se adaptaria a uma vida tão simples e sem nenhum tipo de ambição e conforto?". Foi uma caminhada de alguns minutos que nos proporcionou momentos de reflexão em função das diferentes realidades, entre a nossa vida e a deles. Acho que na vida não existe o modo certo ou errado de se viver. É preciso viver da forma que te  faz feliz, independente de qualquer coisa. Muitas pessoas tem ambições, são bem sucedidas, gostam de viajar o mundo e se desafiar sempre... mas isto não quer dizer que, quem não é assim, esteja errado. Gosto destes momentos! :)

 

Retornamos para a pousada, mais uma vez curtindo a natureza.  Na chegada aproveitamos o sunset combinado com a vista do imponente Vulcão Rinjani. A energia do lugar era inacreditável, tudo muito tranquilo... um silêncio maravilhoso. Pura paz!

Encaramos  mais uma noite geladíssima, mas no dia seguinte acordei cedinho para assistir o nascer do sol nas montanhas e, principalmente, ver a luz do início do dia no vulcão. A paisagem era fascinante, fiquei mais de uma hora ali, andando, olhando, observando e não acreditando que eu estava ali no meio daquele cenário todo. Novamente aquele sentimento de paz e meu sorriso de agradecimento no rosto por ter o privilégio de estar viajando. Tomamos café, preparamos as mochilas para partir para o Sul mas, antes, fomos até o view point onde se tem uma vista melhor dos campos de Bukit Selong e também do Rinjani. Quando subimos as escadas, óbvio que foi mais um "uauuuuuuuuuu". As fotos falam por si só, inexplicável a natureza deste lugar e a grandiosidade do vulcão. Uma pintura! Algo que encheu ainda mais meu coração de felicidade! Lindo lindo!

 

Voltamos, colocamos as mochilas nas motos e pegamos a estrada. Novamente as mesquitas me chamaram atenção, eram muitas, uma mais linda que a outra e queria registrar todas (mas era impossível!). Acabei comparando as mesquitas de Lombok com os templos em Bali, com suas devidas proporções, mas ambos estão por todo lado nas respectivas ilhas. É lindo de ver e não tem como você não mergulhar na cultura deles estando ali, respirando o local e ouvindo as rezas muçulmanas, praticamente, o dia inteiro.

 

No percurso de mais de 100km até o sul da ilha, passamos por todos os tipos de lugares e estradas, incluindo montanhas, florestas, costa, cidade com tráfico intenso e foram ótimas as lembranças que afloraram no meu pensamento em cima da moto. Eu gosto quando lugares me fazem lembrar outros lugares que passei, e isto aconteceu bastante na minha trip. Não foi diferente neste trajeto. A parte costeira de Lombok com suas estonteantes palmeiras e bananeiras me fizeram lembrar demais do Brasil e de algo que li estes tempos no  Instagram de uma outra viajante brasileira que admiro muito (@babicady). Ela falou que não devemos falar "estou com saudades" e sim "vivo de saudades", então eu gosto deste sentimento de lembrança do meu país e, consequentemente, de todas as pessoas que eu amo e que "vivo de saudades". Alguns lugares mais urbanos que passamos me fizeram lembrar de Arusha, na Tanzânia, e Nairóbi, no Quênia. Não sei se foi o movimento do trânsito, a poluição, a desorganização, as lojas locais que vendem de tudo, as comidas de rua, a religião, as pessoas... algo no ar me fez voltar para minha querida África :).

 

A viagem continuou e, após algumas horas, avistamos o pórtico de Kuta Lombok! Automaticamente, e sem planejar, as duas amigas levantaram o braço direito num gesto de "yes! we did it!". Foi demais a energia que rolou nesta trip!
Fomos direto para a "Serah's Homestay", onde nos hospedamos. Eu super feliz com minha performance na estrada, entrei na rua de areia da pousada e sem querer pressionei o freio dianteiro, o que fez minha moto se perder. Resultado: eu, a moto e minha mochila no chão. Braço machucado, mas nada grave. Apenas mais uma lembrança e souvenir da Indonésia! hehehe Quando chegamos à pousada fomos, novamente, muito bem recebidas pela dona, e também tive a grata surpresa de reencontrar, por coincidência, dois amigos alemães (a Jana e o Tobias) que conheci em Canggu (Bali). Muito legal! Ficamos ali conversando e combinamos de aproveitar o próximo dia todos juntos. O plano era explorar o leste e no outro dia o oeste de Kuta.

 

A pousada oferecia café da manhã (o maior café da manhã de toda a Indonésia! muita comida!) e o local do café era tipo uma mesa de cozinha na varanda, como se fosse nossa casa, e todos os hóspedes tomavam café juntos. No meu primeiro café da manhã, tive o prazer de conhecer o Steve, um australiano mega simpático, também dono da pousada, que casou com uma local e mudou para Bali há mais de 40 anos. Sabe aquelas pessoas super serenas e cheias de histórias de vida para contar? Ele próprio. Um motoqueiro apaixonado que já rodou a Indonésia inteira de moto e tem várias histórias publicadas em blogs e revistas. Ele mantém um livro próprio encadernado, com cópias destas publicações, e um mural de fotos antigas e dos hóspedes. A que me chamou a atenção, e que ele conta com orgulho, é uma foto em Sumatra, em 1973, quando ele estava num ônibus que atolou na estrada (ou falta dela!) e demoraram 4 dias para sair de lá. Todos os dias tive a chance de conversar com ele e as conversas foram sempre muito agradáveis e agregadoras. Teve um dia que ele me contou sobre o encontro de motoqueiros, do mundo todo, que ele organizou em Sumbawa, demais! Em outro momento ele me falou sobre como Kuta mudou nos últimos três anos, que a praia esta na lista dos 10 lugares que o governo definiu como destinos turísticos e que esta investindo dinheiro no crescimento. Conversamos até sobre o livro que eu estava lendo no momento, "Hotel K” (sobre a cadeia de Bali), e claro que ele sabia de várias das histórias. Fiquei pensando, que sorte a minha de me hospedar na pousada de um motoqueiro na minha primeira viagem de moto! Ah Universo, você sempre me surpreendendo!! :)

 

Tomamos café e partimos com nossas motos para o Leste de Kuta. A idéia era irmos nas praias e explorar os arredores da Baía de Gerupuk. Tudo no ritmo  "deixa a vida nos levar". As praias nesta região são bem famosas e logo avistamos a paradisíaca Tanjung Aan beach, que é uma das mais conhecidas. Esta praia é linda demais, um azul que chega a doer os olhos, uma baía onde o cenário se mistura a uma vibe meio fazenda devido as vaquinhas que você encontra na beira da estrada. Tiramos fotos e continuamos. O plano era curtir a praia no retorno. No caminho passamos por mais um vilarejo local, numa estrada de chão batido, e foi muito legal observar, mais uma vez, a vida pacata e tranquila dos locais por ali. Quando acabou o vilarejo, tínhamos na nossa frente uma paisagem impressionante com água muito clara, o que possibilitava até mesmo ver os corais lá de cima. Ficamos ali tirando umas fotos e seguimos na nossa aventura. Literalmente nos enfiamos em todas as estradas para explorar a baia da melhor maneira possível, e não nos decepcionamos. Nos deparamos com lugares e praias escondidas que eram verdadeiros tesouros. Neste dia fiquei pensando, como foi legal eu ter decidido entrar nesta aventura e como estava feliz com aquela oportunidade de estar ali, de moto, com meus novos amigos. E o melhor de tudo, contando com o apoio deles para dirigir minha moto quando eu não me sentia confortável (..em função do meu pequeno acidente no dia anterior hehehe). Top demais! O que fizemos neste dia nenhum "tour" faz, e pra mim, esta é a magia do viajar, conhecer pessoas e se desafiar. Você faz o diferente, e não o comum.
No retorno, paramos para almoçar no "Turtle warung", na praia Tanjung Aan, que mencionei anteriormente. O tempo tinha fechado, mas mesmo assim ainda continuava linda! Ficamos nas espreguiçadeiras, onde fiquei lendo meu livro e tomando uma cerveja Bintang. Que dia!

 

No dia seguinte acordei, mais uma vez, bem cedinho, ao som das mesquitas (antes das 5) e depois, na sequência, o cantar dos galos heheheh. Indonésia e sua vibe peculiar! Inesquecível! O tempo amanheceu fechado, mas, mesmo assim, partimos para explorar o oeste de Kuta. Nossa primeira parada foi em "Pantai Selong Belanak" e acabou sendo a única.  Começou a chover bastante e voltei para a guesthouse quando a galera resolveu fazer um caminho meio off road que achei perigoso. Sei meus limites de motoqueira! hehe  

 

Depois de quase 2 semanas viajando juntas e curtindo a vibe da Indonésia, chegou o dia da partida da Frenny. As férias terminaram e era hora dela voltar para Holanda. Momento de dizer tchau para mais uma amiga incrível que cruzou meu caminho durante estes muitos meses de viagem. Ela foi embora de Kuta e me deixou o grande desafio de voltar sozinha de moto até o pier. Como esta praia fica praticamente do lado do Aeroporto de Lombok, o pessoal da pousada levou a moto dela de volta para o pier (fica a dica para os viajantes que quiserem fazer o mesmo!). Como o tempo estava ruim e eu queria voltar curtindo o visual do litoral oeste, não acompanhei eles. Esperei dois dias até a chuva passar. Neste meio tempo tive a oportunidade de conhecer um dos melhores restaurantes de Kuta Lombok, chamado El Bazar Cafe Restaurant. Ambiente, comida e serviço maravilhosos! Um pouco mais caro que os outros lugares, mas valeu a pena sair um pouco da rotina mochileira :). Além disto, eu e a Jana (minha amiga alemã) conversamos e decidimos que iríamos viajar juntas para Myanmar, plano que dias depois mudou para 3 países em 7 semanas (vou contar sobre esta viagem em posts futuros!).
Bom, mas chegou o dia de encarar sozinha os quase 70 km até o pier. Escolhi no mapa a rota pela costa e foram três horas de viagem, passando por vilarejos e praias lindíssimas. A parte oeste de Lombok é simplesmente incrível. A cada subida e a cada curva eu ficava na expectativa, porque sabia que viria uma paisagem linda. E vinha! Mesmo com o tempo curto (porque tinha meu ticket de barco para Amed com horário marcado), parei várias vezes para tirar fotos e, esta é vantagem de estar de moto, você para quando quiser e, quando o coração bater mais forte, de frente para um visual que te faz sorrir e falar em voz alta, "uauuuuuuuuu", "what???", "this is so beautiful", "oh my God!". Mais um dia que vai ficar guardado de forma muito especial na minha memória!

Lombok é simples, pobre e rústica, mas tem todo o charme de um lugar que desfruta de uma vibe tranquila e ainda esta em processo de ser "totalmente" descoberta pelo turismo. Na realidade, e na minha opinião, é uma ilha com um contraste entre pobreza e riqueza, rica em belezas naturais, mas  ao mesmo pobre e sem muitas oportunidades, onde você vê, por exemplo, crianças trabalhando desde muito pequenas, tentando insistentemente te vender pulseirinhas em qualquer lugar e horário, ao invés de estarem na escola. De qualquer forma, Lombok me fez perceber, ainda mais, o quanto a Indonésia tem a oferecer para os viajantes em termos de natureza. Lombok vai muito além das ilhas Gili e só posso dizer que vale muito a pena conhecer o restante da ilha! E aproveitem para explorar enquanto ela ainda estiver na sombra das "Gilis" e da vizinha queridinha dos turistas (e minha também :))!

Não sou muito de usar "quotes" de viagem, mas me empolguei com este post e o de Nusa. Achei que esta frase, de Ibn Battuta, fecharia com chave de ouro o meu sentimento em relação a estes dias em Lombok: “Traveling – it leaves you speechless, then turns you into a storyteller.” (Tradução: "Viajar - deixa você sem palavras e depois te transforma num contador de histórias!")

 

"Terima Kasih" (Obrigada) Lombok!

 



 

Compartilhar
Curtir
Please reload

QUEM É A GRAZI?

Olá, sou a Grazi Inácio, idealizadora do Follow Me Por Ai, empreendedora, facilitadora de projetos, encantada por projetos sociais, palestrante e exploradora do mundo. Viajar e estar perto da natureza é puro amor,  fazer projetos acontecerem é uma das minhas paixões. Tenho 42 anos e já viajei por mais de 40 países. Trabalhei por quase 14 anos em uma multinacional coordenando projetos globais na área de tecnologia, trabalhando com pessoas distribuídas por vários países e tendo a oportunidade de viajar e conhecer muitos lugares pelo mundo. ...

SIGA NAS REDES SOCIAIS:
  • Instagram Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • LinkedIn ícone social

©2017 FOLLOW ME POR AI. Todos os direitos reservados.

  • Instagram Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • LinkedIn ícone social
This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now